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A decisão sobre usar ou não um remédio para emagrecer deve ser tomada sempre por um médico, baseando-se na avaliação cuidadosa dos benefícios e dos riscos envolvidos.



Os remédios de A a Z


Absten Plus

Disponível no mercado até 1994, era composto por uma associção entre 1,5 mg de mazindol e 5,0 mg de diazepam. Produzido pelo laboratório IQC. Ver Mazindol e Diazepam.

Ácido Aspártico
Aminoácido sintetizado a partir do ácido glutâmico, sendo utilizado no tratamento de algumas formas de fadiga muscular, em doses aproximadas de 1.000 mg diários. Não há evidências de que possua um papel no emagrecimento, seja favorecendo um aumento de massa muscular, seja participando do controle do apetite.

Ácido Fólico
Utilizado em doses diárias que variam de 5 a 20 mg . Sua deficiência é uma das causas de anemia.

Ácido Glutâmico
Um dos reguladores da neurotransmissão cerebral, juntamente com a GABA e a glutamina. Ver GABA e glutamina.

Ácido Hidroxicítrico
Substância ativa da Garcinia, planta de origem afro-asiática, parece estar relacionada a uma diminuição na absorção de lipídios quando ingerida junto as refeições. Pode também estar relacionada ao gasto energético de repouso. Tem sido utilizado em doses que variam entre 500 e 1.500 mg diários, divididos em 2 ou 3 vezes.

Acutrim Late Day
Um dos medicamentos contendo fenilpropanolamina, vendido nos EUA sem receita médica. Produzido pelo laboratório Ciba. Para maiores informações, ver Fenilpropanolamina.

Agar-agar
Utilizada para tratamento da obesidade devido as propriedades laxativas. é uma mucilagem rica em minerais, extraída de várias espécies de algas. Faz aumentar o bolo fecal e estimula as contrações do intestino (peristaltismo) por ação mecânica. As doses variam entre 100 e 1000 mg, divididas em 2 tomadas diárias.

Agonistas Beta
Os medicamentos que atuam através de estímulo nos receptores beta apresentaram bons resultados em estudos experimentais com ratos. Entretanto, causam muitos efeitos colaterais nos homens, incluindo palpitações, tremor e nervosismo. Atuam aumentando a queima de gordura. Ver Clenbuterol.

Alanina
Aminoácido que desempenha um importante papel no metabolismo muscular. Tem sido utilizada em doses que variam entre 1000 e 3000 mg diários.

Alcachofra
O nome científico é Cynara Scollimus. Fitoterápico estimulante da função hepática. Auxilia a metabolização e eliminação das gorduras. Costuma ser utilizado em doses que variam entre 100 e 300 mg diários.

Aldactone
Espironolactona comercializada no Brasil pelo Laboratório Searle. Disponível como comprimidos de 25 e 100 mg.

Aloína
Aloe Barbadensis. Fitoterápico com grande poder laxativo, pode causar intensas cólicas abdominais. A dose usual varia entre 10 e 60 mg em 1 ou 2 tomadas diárias.

Alprazolam
Ansiolítico muito usado no tratamento da síndrome do pânico. As doses utilizadas costumam variar entre 0,25 e 4 mg diários, fracionados em 2 tomadas.

Amilase
Enzima produzida naturalmente pelo corpo humano, pode ser utilizada com fins terapêuticos já que regula a digestão de amido e outros carbohidratos A dose usual varia entre 30 e 100 mg diários, fracionados em 2 tomadas.

Aminoácidos
Unidades que quando combinadas formam as proteínas, são classificados em essenciais (se não produzidos pelo organismo): lisina, a metionina, a valina, o triptofano, a treonina, a leucina, a isoleucina e a fenilalanina; e não essenciais (se produzidos pelo organismo): histidina, glicina, arginina, alanina, ácido aspártico, ácido glutâmico, prolina, hidroxiprolina, serina, cistina, cisteína e tirosina. Alguns podem ser utilizados separadamente em fórmulas para emagrecer. As propriedades de cada um deles são comentadas separadamente.

Aminofilina
Um dos medicamentos de escolha no tratamento da asma devido ao seu efeito broncodilatador. Quando utilizado em cremes e loções locais promove a inibição de uma enzima chamada fosfodiesterase, facilitando a queima da gordura. Por apresentar uma baixa incidência de efeitos colaterais, tem sido utilizado em doses variáveis em diferentes tipos de cremes e loções.

Anabolizante Esteróide
Anabolizante do tipo hormonal, muito utilizado por fisiculturistas e atletas de outras modalidades. Estima-se que só nos Estados Unidos mais de 1 milhão de pessoas faça uso desse tipo de drogas. Produzem um rápido aumento da massa muscular, com diminuição da gordura corporal. Seu uso crônico pode ocasionar diversos transtornos, entre os quais tumores prostáticos, atrofia testicular, esterilidade, transtornos psiquiátricos e, em mulheres, masculinização.

Anfetamina
Medicamento utilizado inicialmente para tratamento de alguns transtornos psiquiátricos, passou a ser utilizado no tratamento da obesidade em 1938 devido a suas propriedades de inibição do apetite. Foi substituído hoje pelos anorexígenos catecolaminérgicos, que apresentam a mesma propriedade de inibição do apetite e um risco menor de dependência.

Anorexígeno
Drogas inibidoras do apetite, são quase todas derivadas da anfetamina. Sâo frequentemente e erroneamente chamadas de anfetaminas (possuem propriedades muito diferente destas classes de drogas). Os mais utilizados no Brasil são o fenproporex, a dietilpropiona e o mazindol. Nos Estados Unidos é muito utilizada a fentermina, droga clinicamente semelhante ao fenproporex. Embora largamente utilizadas em todo o país, inúmeros estudos clínicos já comprovaram a eficácia destas drogas, desde que utilizadas corretamente. As drogas serotoninérgicas, apesar de não possuírem como principal mecanismo de ação a redução do apetite, são por vezes incluídas neste grupo. No quadro abaixo podem ser encontrados os nomes comerciais dos anorexígenos. Ver Serotoninérgico.

Ansiolítico
Tranquilizante, utilizado em inúmeras “fórmulas” de emagrecimento com o objetivo de anular os efeitos colaterais do tipo excitatório causados por inibidores do apetite e hormônios da tiróide.

Antidepressivos
Possuem efeitos que variam deste o ganho de peso (quando utilizados por longos períodos) até a perda de peso (no caso da fluoxetina). Ver Fluoxetina.

Antioxidante
Substâncias ainda com efeitos pouco conhecidos no que refere a perda de peso, possuem a propriedade de remover (ou diminuir) radicais livres da circulação, evitando os danos causados por estas moléculas. Alguns antioxidantes que têm sido utilizados com muita freqüência são as vitaminas C e E, o betacaroteno e o selênio. Ver Radicais Livres.

Aropax
Nome comercial da paroxetina do Laboratório SmithKline Beecham. Caixas com 10, 20 au 30 comp de 20 mg. Ver Paroxetina

Arginina
Aminoácido não essencial que, entre outras ações, estimula a secreção de hormônio e crescimento pela hipófise. Uma das propriedades do hormônio de crescimento é a de facilitar a queima de gordura e promover aumento de massa muscular. Ainda são necessários mais estudos para que tal ação possa ser comprovada. As doses utilizadas variam entre 500 e 6000 mg diários.

Asiaticosídeo
Fitoterápico com ação diurética, utilizado no tratamento da celulite e do emagrecimento. As doses usualmente empregadas variam entre 10 e 80 mg, divididos em 2 tomadas diárias.

Aspartame
Também chamado de asparatil-fenilalanina. É um dos adoçantes artificiais mais utilizados por ser de 100 a 200 vezes mais doce que a sacarose (açúcar) e por não deixar gosto amargo residual. É contra-indicado para pacientes com uma doença metabólica chamada fenilcetonúria.

Aspartato
É o aminoácido ácido aspártico combinado com outro elemento. Os mais usados são o aspartato de magnésio e o aspartato de potássio. Ver Ácido Aspártico.

Benzocaína
Medicamento com propriedades anestésicas locais, prescrito em algumas fórmulas de emagrecimento, em doses que costumam variar entre 5 e 30 mg diários.

Betacaroteno
Precursor da vitamina A, utilizado devido as propriedades como antioxidante (Ver Antioxidante).Não causa intoxicação quando ingerido em excesso. As doses utilizadas costumam variar entre 100 e 300 mg diários

Biotina
Também chamada de vitamina H ou coenzima R, desempenha um importante papel no metabolismo dos carbohidratos. Também participa da formação dos tecidos da pele. Está presente no vegetais e também é produzida pela flora intestinal. As necessidade diárias variam entre 150 e 300mg.

Bisacodil
Medicamento com propriedades laxativas fortes, que pode causar cólicas e irritação do estômago. As doses variam entre 5 e 30 mg diários.

Boldo
Pheumus Boldus. Fitoterápico muito utilizado principalmente na forma de chás, facilita a metabolização das gorduras pelo fígado. As doses usualmente utilizadas variam entre 300 e 500 mg diários.

Bombesina
Um peptídeos cérebro-intestinais. Substância liberada no tubo digestivo que produz uma sensação de saciedade, agindo nos centros cerebrais de controle do apetite. Ainda em estudos clínicos.

Bromazepam
Ansiolítico utilizado em doses que variam entre 1,5 e 18 mg diários. Ver Ansiolítico.

Bumetamida
Diurético potente. As doses variam entre 0,5 e 2 mg diários.

Cafeína
Substância termogênica usualmente utilizada em associação com a efedrina ou aspirina com o objetivo de potencializar seus efeitos estimulantes sobre o gasto de energia pelo organismo. As doses utilizadas costumam variar entre 50 e 600mg diários, divididos em 2 ou 3 tomadas.

Camomila
O nome científico é Matricaria Chamomilla. Fitoterápico utilizado como antiespasmódico, em doses que variam entre 300 e 1.000mg diários.

Carboximetilcelulose (CMC)
Fitoterápico composto por fibras, que, em contato com a água, adquire uma consistência gelatinosa que pode auxiliar no controle do apetite e retardar a absorção dos alimentos. É utilizada em doses que variam entre 1.000 e 8.000 mg diários.

Carnitina
Chamado de vitamina BT, é um aminoácido derivado da lisina. Tem em sua fonte principal a ingesta de carnes vermelhas, sendo também produzido no fígado e rins. Promove a queima de gorduras no fígado, levando a produção de energia. Embora alguns autores apenas preconizem seu uso no caso de deficiência, alguns estudos já demonstraram seus efeitos benéficos em atletas sadios. Encontrada na fórmulas de cápsulas com 250, 500 ou 1000 mg ou na forma líquida (efeito mais rápido porém de difícil conservação). Deve ser sempre utilizada sob a forma de L-carnitina, já que a forma DL pode causar efeitos indesejáveis, como aumento do apetite e ganho de peso.

Carqueja
Produto da flora medicinal com leve ação diurética, utilizado em doses que variam entre 50 e 250mg diários.

Cascara Sagrada
Rhamnus Purshiana. Laxante da flora medicinal muito utilizado em fórmulas para emagrecimento. As doses variam entre 50 e 500 mg.

Catecolaminérgico
Classe de medicamentos utilizados para tratamento da obesidade através da regulação das catecolaminas cerebrais. São os inibidores de apetite tradicionais. Ver Anorexígeno.

Catuaba
Anemopaegma Mirandum. Fitoterápico utilizado como tônico e estimulante. As doses variam entre 100 e 500 mg diários.

Cavalinha
Equisetum Arvense. Fitoterápico com ação diurética utilizado em doses que variam entre 100 e 1.000 mg diários.

Cebrilin
Nome comercial da paroxetina do Laboratório Libbs. Caixas com 20 e 30 comp de 20 mg. Ver Paroxetina

Centella Asiatica
Fitoterápico muito utilizado tanto em cápsulas como cremes, tem como objetivo facilitar a queima da gordura e o tratamento da celulite. Discreta ação diurética. As doses por via oral costumam variar entre 300 e 1000 mg diários.

Chapéu de Couro
Equinodorus Macrophylus. Fitoterápico com ação diurética, utilizado em doses que variam entre 250 e 1.000 mg diários.

Ciclamato
Adoçante artificial mais fraco que o aspartame porém mais doce que a sacarose (açúcar)em cerca de 30 vezes. Não perde suas características ao ser aquecido (ao contrário da sacarina). Não há evidências científicas de que possa provocar câncer.

Cimetidina
Protetor gástrico utilizado no tratamento de úlcera gástrica e gastrite. Existe um trabalho mostrando que em altas doses está relacionado a perda de peso.

Cisteína
Sem evidências de qualquer ação que possa levar ao emagrecimento, é utilizado em algumas “fórmulas” devido a propriedades antioxidantes. As doses variam de 500 a 5000 mg diários.

Cistina
Sem evidência científica de qualquer ação que leve a perda de peso. Derivado da ligação entre 2 moléculas da cisteína. É utilizada com as mesmas indicações da cisteína. As doses variam entre 1000 e 1500 mg diários.

Clenbuterol
Medicamento utilizado no tratamento de alguns casos de asma. Atua através de estimulação dos receptores beta, levando a aumento de gasto energético, queima de gordura e aumento de massa muscular. Da mesma maneira, age sobre o sistema cardiovascular levando a precordialgia, palpitações, tremores e náuseas. Muito utilizado por atletas (“dopping”) e por pessoas que querem emagrecer, responsáveis por quadros graves.

Clorella
Fitoterápico utilizado com o objetivo de combater a flacidez. A dose usual varia entre 100 e 1000 mg diários.

Clortalidona
Diurético utilizado em doses que variam entre 20 e 100 mg diários.

Cobre
Ainda sem comprovação científica no tratamento da obesidade, é usado baseado em suas propriedades como antioxidante. Formulação: Gluconato de Cobre. As doses utilizadas costumam variar entre 1 e 4 mg diários.

Coenzima Q10
Tem ação similar a carnitina, atuando a nível mitocondrial estimulando a produção de energia no interior das células. Por Ter estrutura semelhante a Vitamina E, possui propriedades antioxidantes. Sua suplementação em pacientes obesos tem sido preconizada, já que 50% deles parecem ser deficientes em tal substância. Está disponível em cápsulas de 10, 30 e 60 mg importadas dos Estados Unidos, ou através de manipulação. Estima-se que 10% da população japonesa utilize regularmente suplementos de coenzima Q10. Ver Carnitina e Vitamina E

Colágeno
Proteína principal das fibras brancas do tecido conjuntivo, cartilaginoso e ósseo. Não há justificativa científica para sua utilização no tratamento da obesidade nem do excesso localizado de gordura.

Colecistoquinina
Um dos peptídeos cérebro-intestinais. Substância liberada no tubo digestivo que produz uma sensação de saciedade, agindo nos centros cerebrais de controle do apetite. Ainda em estudos clínicos.

Colesten
Substância que vem sendo pesquisada pelos japoneses e que levou a diminuição do acúmulo de gordura no organismo em animais de laboratório, com perda significativa de peso. Ainda não disponível para uso clínico.

Colforsina
Comercializado com o nome de Forskolin nos EUA, atua nos receptores beta facilitando a queima da gordura. Foi empregado sob a forma de creme redutor de gordura localizada em pesquisa clínica na Califórnia. Não é disponível no mercado brasileiro.

Colina
Substância lipotrópica que age principalmente sobre o fígado, evitando o acúmulo de gordura naquele órgão e auxiliando na remoção de restos metabólicos e outras toxinas. Parece exercer tais ações especialmente em obesos. As doses variam entre 500 e 1500 mg diários, divididos em 3 tomadas, nas refeições. Muitas vezes é utilizada sob a forma de bitartarato de colina, aparecendo nos rótulos das formulações abreviado para bit. colina ou b. colina. Ver Lipotrópico.

Cromo
Um dos metais com propriedade de regular a sensibilidade insulínica. Tem sido utilizado para diminuir a resistência insulínica em pacientes obesos, principalmente com predomínio de gordura visceral. Geralmente é prescrito sob a forma de "cromo GTF" (glucose tolerance factor ou fator de tolerância à glicose), em doses que variam entre 100 e 200 microgramas por dia. Pode ser também utilizado como picolinato de cromo, que também poderia favorecer a preservação da massa muscular em tratamentos para emagrecer.

Daforin
Nome comercial da Fluoxetina comercializada pelo Laboratório Novaquímica. Apresentado em caixas contendo 10 ou 20 cápsulas com 20 mg. Ver Fluoxetina.

Damiana
Turnera Difusa. Fitoterápico utilizado como digestivo, energizante e diurético. As doses costumam variar entre 200 e 1.000 mg diários.

Dasten
Nome comercial do Mazindol de liberação prolongada do Laboratório Labofarma. Apresentado em caixas com 20 cápsulas contendo 2 mg do Mazindol e 180 mg de um excipiente que controla a liberação do medicamento. Ver Mazindol.

Dasten Plus
Disponível no mercado até 1994, consistia da associação de 1,5 mg de Mazindol de liberação prolongada e 5 mg de diazepam. Produzido pelo Laboratório Labofarma.

Delgar
Retirado do mercado em 1997 devido aos efeitos colaterais, era o nome comercial da dexfenfluramina comercializada pelo laboratório Apsen. Apresentado em caixas com 30 cápsulas contendo 15 mg. Ver Dexfenfluramina.

Deprax
Nome comercial da Fluoxetina comercializada pelo Laboratório Aché. Apresentado em caixas contendo 14 ou 28 cápsulas com 20 mg. Ver Fluoxetina.

Desobesi M
Nome comercial do Fenproporex 25 mg de liberação prolongada do laboratório Asta Medica. Por ser de liberação prolongada, é recomendada sua utilização em dose única diária. Apresentado em caixas com 20 cápsulas, contendo 25 mg do fenproporex e um excipiente que controla a liberação do medicamento. Está no mercado desde 1977. Ver Fenproporex.

Dexatrim
Nome comercial de medicamento contendo fenilpropanolamina, produzido na Suiça pelo laboratório Sauter. Ver Fenilpropanolamina.

Dexfenfluramina
Derivado da fenfluramina, foi retirado do mercado em 1997 após inúmeras pesquisas comprovarem que estava relacionado a um risco aumentado de desenvolvimento de valvulopatia cardíaca e hipertensão pulmonar primária. Tais efeitos seriam decorrentes do acúmulo de serotonina. que apresenta sobre a D-fenfluramina a vantagem de provocar menos efeitos colaterais. Ver Fenfluramina. D-Fenfluramina.

DHEA
Deidroepiandrosterona. Um dos hormônios produzidos pela supra-renal com propriedade de ser precursora de outros hormônios sexuais. Tem sido utilizado no tratamento da obesidade pela sua capacidade de inibir a enzima glicose-6-fosfato desidrogenase, evitando que organismo sintetize gordura a partir de carboidrato. Promove também a estimulação da produção de serotonina. Não existem estudos clínicos que comprovem sua eficácia no tratamento da obesidade. As doses recomendadas variam de 50 mg a cada 2 dias até 100 mg diários em uma única tomada.

Diazepam
Um dos tranquilizantes mais utilizaddos pela população, é associado aos inibidores de apetite para reduzir os efeitos excitatórios causados pelos mesmos. A dose utilizada costuma variar entre 5 e 20 mg diários. Apresentava-se associado a inúmeros inibidores de apetite, até que uma portaria proibiu tal associação.

Dietilpropiona
Sinônimo de anfepramona ou benzoiltrietilamina. Anorexígeno catecolaminérgico. Uma das drogas mais utilizadas para o tratamento da obesidade no Brasil, tem eficácia clínica comprovada em inúmeros estudos. Seus efeitos colaterais mais comuns são boca seca, nervosismo, insônia e obstipação intestinal. As doses variam entre 50 e 150 mg diários, divididos em 2 tomadas. Os nomes comerciais atualmente disponíveis são Dualid S, Hipofagin S e Inibex S.

Dietoman
Nome comercial do Glucomannan comercializado pelo Laboratório Schering-Plough. Apresentado em caixas com 30 sachês, contendo cada um 1.000 mg. Ver Glucomannan.

Efedrina
Substância termogênica, sua ação principal consiste na elevação do gasto metabólico e numa discreta redução do apetite, além da preservação da massa muscular durante a perda de peso. Utilizado constantemente em associação com a cafeína, já que uma potencializa os efeitos da outra. No Brasil, é muito utilizada em diversos medicamentos para asma e descongestionantes nasais. Para o tratamento da obesidade, utilizam-se fórmulas manipuladas. Na Europa a associação efedrina-cafeína é comercializada com o nome de Letigen, pelo Laboratório Nycomed. A dose pode variar de 20 a 80 mg diários, fracionados em 3 tomadas.

Eletrolipoforese
Uma das técnicas utilizadas no tratamento da gordura localizada. Consiste na passagem de uma corrente elétrica que, através de placas colocadas sobre a superfície da pele ou agulhas, atua sobre áreas de tecido adiposo. Esta corrente melhoraria a circulação local e, agindo através de enzimas presentes no tecido adiposo, facilitaria a queima da gordura.

Enterostatina
Proteína com efeito oposto ao da galanina, participa da regulação da ingesta de gorduras. Experimentos comprovaram redução de até 80% da ingesta de gordura em ratos tratados cominjeções de enterostatina. Testes em seres humanos estão em andamento.

Erva Cidreira
Melissa Officinalis. Fitoterápico utilizado como digestivo e antiespasmódico, em doses que variam entre 250 e 1.000 mg diários.

Espinheira Santa
Maytenus Ilicifolia. Fitoterápico utilizado como diurético e laxativo, em doses que variam entre 250 e 1.000 mg diários.

Espironolactona
Diurético poupador de potássio utilizado em doses que variam entre 50 e 200 mg diários.

Fat Burner
Nome utilizado em diversas preparações comerciais para emagrecimento. A maioria destes produtos L-carnitina e substâncias termogênicas. Pode apresentar uma grande variedade de efeitos colateriais, só devendo ser utilizada com acompanhamento médico. Ver Carnitina e Termogênicos.

Fenfluramina
Medicamento de ação serotoninérgica, atuava facilitando o processo de saciação produzido pela ingesta de alimentos. Possuia ação comprovada no tratamento da obesidade e não apresentava os efeitos excitatórios dos anorexígenos. Foi largamente utilizado em todo o mundo até setembro de 1997, quando foi retirado do mercado devidos aos graves colaterais. Seu uso foi relacionado ao aparecimento de Hipertensão Pulmonar Primária, doença grave dos pulmões, e a doenças valvulares cardíacas, levando a graves efeitos sobre o sistema cardiovascular dos pacientes. Os dois compostos derivados, a DL-fenfluramina e a D-fenfluramina, foram também retirados do mercado, já que apresentavam os mesmos efeitos colaterais.

Fenilalanina
Aminoácido precursor dos neurotransmissores cerebrais dopamina, noradrenalina e adrenalina, que participam do controle do apetite e podem estar baixos em alguns casos de depressão. A dose usualmente empregada tem sido de 1 a 2 g diários.

Fenilpropanolamina
Droga muito utilizada nos Estados Unidos como pílula para emagrecimento por ser estimulante do gasto energético e poder ser comprada sem receita médica. Tem eficácia comprovada no tratamento da obesidade. No Brasil, utilizada em descongestionantes nasais ou obtida separadamente através de manipulação. Foi retirada do mercado em 2000 (tanto no Brasil como nos EUA) devido ao risco de desenvolvimento de acidente vascular cerebral.

Fenolftaleína
Fitoterápico muito utilizado como laxativo, pode provocar cólicas e desidratação se usado em doses muito altas. As doses usualmente empregadas variam entre 50 e 250 mg diários.

Fenproporex
Conhecida no Brasil como Desobesi-M, é um dos medicamentos inibidores do apetite. Já existem estudos que evidenciaram sua eficácia no tratamento da obesidade. As doses utilizadas costumam variar entre 30 e 60 mg diários, geralmente fracionados em 2 tomadas.
Fentermina
Droga inibidora do apetite muito utilizada nos Estados Unidos. Era largamente associada a fenfluramina e dexfenfluramina, até que essas drogas foram retiradas do mercado devido aos efeitos colaterais. Atualmente não é utilizada no Brasil. Seu comportamento clínico é semelhante ao do Fenproporex. Ver Fenproporex, Fenfluramina, Dexfenfluramina.

Fitoterapia
Tratamento com produtos derivados da flora medicinal. Os fitoterápicos apresentam um ou mais princípios ativos (substâncias com efeito terapêutico) e outros componentes de naturezas diversas. Grande parte do conhecimento em fitoterapia é oriunda da medicina oriental.

Florais de Bach
Método terapêutico desenvolvido pelo médico inglês Edward Bach, baseado no princípio de que os medicamentos devem atuar sobre as causas das doenças, reequilibrando desarmonias emocionais internas originadas por características individuais de personalidade. São propostos então medicamentos florais para o medo, outros para o desalento, outros para o desinteresse e assim por diante. Não existem evidências que tais fórmulas tenham qualquer ação no tratamento da obesidade.

Fluoxetina
Medicamento serotoninérgico, inicialmente utilizado como antidepressivo. Já existem estudos evidenciando sua eficácia em pacientes obesos (em doses de 60mg/dia), porém seu uso tem sido mais limitado a pacientes com depressão ou transtornos alimentares. É comercializada no Brasil com os nomes de Daforin, Deprax, Nortec, Verotina Eufor, Fluxene, Psiquial e Prozac. A dose por cápsula é de 20 mg, sendo utilizadas de 1 a 3 por dia. Ver Serotoninérgico, Daforin, , Eufor, Deprax, Nortec, Verotina, Fluxene, Psiquial e Prozac.

Fluril
Retirado do mercado em 1997, era a Dexfenfluramina comercializada pelo laboratório Farmasa. Apresentado em embalagens com 30 cápsulas contendo 15 mg da dexfenfluramina. Ver Dexfenfluramina.

Furosemida
Diurético “forte” utilizado em doses que variam entre 40 e 80 mg diários, fracionados em 1 a 2 tomadas. Ver Diurético.

GABA
O Ácido Gama Aminobutírico (GABA) é um neurotransmissor cerebral, que, juntamente com a glutamina, participa de diversos processos cerebrais. Vem sendo utilizado para o tratmento de alguns casos de ansiedade e para melhorar o desempenho intelectual de alguns pacientes.

Galanina
Proteína existente no cérebro, relacionada com o apetite para gorduras e doces. Acredita-se que tenha um papel importante na regulação do apetite, pois seria responsáveis por manter reservas de energia para gravidez e lactação. Seus efeitos tem início principalmente na puberdade, com níveis maiores pela manhã e menores a noite. Seus efeitos parecem ser contrabalançados por uma outra proteína, a enterostatina, que inibe a ingestão de gorduras. Ver Enterostatina.

Garcínia . Ginkgo Biloba
Substância utilizada principalmente como antioxidante e no tratamento de alguns transtornos circulatórios. As doses costumam variar entre 80 e 240 mg diários.

Glicina
Aminoácido que atua como inibidor dos neurotransmissores cerebrais, pode estimular a secreção de Hormônio de Crescimento. Recebeu este nome pelo sabor adocicado. Utilizado em doses de 4000 mg diários. Ver Hormônio do Crescimento.

Glifage
Metformina comercializada pelo Laboratório Merck, contendo 850 mg em cada cápsula. Ver Metformina.

Glucoformin
Metformina comercializada pelo Laboratório Biobrás, contendo 850 mg ou 500 mg em cada cápsula. Ver Metformina.

Glucomannan
Fibra dietética extremamente hidrossolúvel, com capacidade de absorver até 200 vezes seu peso em água. Deste modo, forma-se uma massa gelificada compacta que proporciona ao paciente uma sensação de plenitude gástrica. Por esta propriedade, é utilizado como adjuvante em alguns tratamentos para emagrecer, em doses que variam geralmente de 1.000 a 2.000 mg diários, divididos em 2 tomadas.

Glucophage
Metformina comercializada pelo laboratório Biobrás até 1995, quando foi substituído pela marca Glucoformin. Ver Glucoformin e Metformina.

Glutamina
Substância sintetizada a partir do ácido glutâmico. Tem sido utilizado como protetor hepático e neurotônico na forma de L-Glutamina, em doses que variam entre 250 e 3.000 mg diários.

Glutathion
Substância precursora de uma enzima que controla os radicais livres no organismo. Tem sido utilizado também em alergias alimentares e como estimulante de processos hepáticos de desintoxicação. As doses utilizadas têm variado entre 10 e 300 mg diários.

Goma Guar
Tipo de fibra utilizada em alguns tratamentos para emagrecimento. Mais fraca que o Glucomannan (absorve até 100 vezes o próprio peso em água). As doses que variam entre 1.000 e 4.000 mg diários. Ver Fibras, Glucomannan.

Gonadotrofina Coriônica
Hormônio produzido pela placenta durante a gestação. Foi muito utilizado no passado em tratamentos para emagrecer, sem qualquer fundamentação científica.

Hidroclorotiazida
Diurético “fraco” utilizado em doses que variam entre 25 e 50 mg diários. Sem efeitos no emagrecimento. Ver Diurético.

Hipofagin
Produzido até 1994, era composto por uma associção ente dietilpropiona com diazepam. Produzido pelo laboratório Byk Química, foi substituído pelo Hipofagin S 75. Ver Dietilpropiona.

Hipofagin S
Nome comercial da dietilpropiona comercializada pelo laboratório Byk Química. Apresentado em embalagens com 20 comprimidos contendo 25 e 75 mg de dietilpropiona. Ver Dietilpropiona.

Hormônio
Substância produzida por uma glândula endócrina e lançada na circulação sangüínea para exercer suas ações à distância. Vários hormônios estão implicados direta ou indiretamente com a deposição de gordura corporal. Os principais são os tireoideanos, o cortisol, a testosterona, o estradiol, a progesterona, a insulina e o hormônio de crescimento.

Hormônio de Crescimento
Mais conhecido com GH (Growth Hormone). Produzido pela hipófise, tem sua principal ação no estímulo do crescimento durante a infância e adolescência. Sua deficiência na vida adulta está relacionada a diminuição de massa muscular e ao acúmulo de tecido adiposo, principalmente na região abdominal. Embora seu uso em adultos já tenha mostrado resultado na diminuição dos depósitos abdominais de gordura e aumento de massa muscular, seu uso deve ser reservado a pacientes com deficiência do hormônio, por ser ainda um tratamento claro e que necessita de mais estudos.

Inibex S
Nome comercial da dietilpropiona, entrou no mercado em 1994 no lugar no Inibex. Comercializada pelo laboratório IQC. Apresentado em cartuchos com 20 comprimidos contendo 25, 50 ou 75 mg. Ver Dietilpropiona.

Inositol
Substância utilizada como lipotrópica (para prevenir acúmulo de gordura no fígado) em doses que variam entre 150 e 1.000 mg diários.

Ioimbina
Atua através da diminuição da queima de gordura através do bloqueio dos receptores tipo alfa 2. Utilizado sob a forma de creme ou gel, com efeito localizado.. Ver Cremes.

Iontoforese
É o método que utiliza uma corrente galvânica ou contínua para facilitar a absorção de determinados medicamentos pela pele. É muito utilizada em medicina estética para o tratamento da celulite e da gordura localizada.

Isoleucina
Aminoácido que, junto com a leucina e valina, pode ser utilizado para evitar a queima de proteína muscular. Deste modo, é muito importante no metabolismo energético e na resposta ao estresse. A dose total pode variar entre 1.000 e 5.000 mg diários.

Isomeride
Nome comercial da dexfenfluramina comercializada pelo laboratório Servier, foi retirado do mercado em 1997 por apresentar efeitos colaterais graves, como lesões nas válvulas cardíacas e hipertensão pulmonar primária. Apresentado em caixas com 30 ou 60 cápsulas contendo 15 mg. Ver Dexfenfluramina.

Katyna. Catha Edulis
Fitoterápico que contém a D-norpseudoefedrina, substância que poderia aumentar o gasto energético e participar do controle do apetite. Deve ser evitada em pacientes com problemas circulatórios, como hipertensão arterial ou doenças cardíacas. A dose usualmente empregada varia entre 50 e 150 mg diários.

KCl
Denominação do cloreto de Potássio, utilizado em fórmulas para emagrecimento com o objetivo de compensar a perda de potássio induzida pelos diuréticos comumente utilizados. As doses podem variar entre 100 e 400 mg diários.

L Aminoácidos
Forma levógira da molécula, que desvia a luz para a esquerda. Com exceção da fenilalanina e da metionina, que podem ser empregadas sob a forma DL (dextrógira e levógira), recomenda-se que os aminoácidos sejam prescritos sob a forma L (L Arginina, por exemplo).

Laxante
Substância utilizada em algumas fórmulas para emagrecimento por relaxar os intestinos ou promover seus movimentos.

Lecitina de soja
Constantemente utilizado em pacientes diabéticos devido a propriedade de reduzir as necessidades de insulina e os níveos sanguíneos de colesterol. A dose usual varia entre 500 e 1000 mg diários.

Leptina
Proteína descoberta recentemente, atua a nível cerebral regulando a liberação de substâncias que facilitam o emagrecimento. Estudos realizados em 1995 mostraram que ratos tratados com leptina perderam até 30% de seu peso em 2 semanas. Em humanos, entretanto, foi demonstrado que pessoas obesas possuem índices elevados de leptina, e que a obesidade pudesse ser explicada não pela ausência da proteína, mas sim por uma resistência a ela.

Letigen
Medicamento composto pela associação de 20mg de efedrina com 200mg de cafeína. Comercializado pelo laboratório Nycomed Dak. Ver Cafeína e Efedrina.

Leucina
Aminoácido que, junto com a isoleucina e valina, pode ser utilizado para estimular a síntese de proteína muscular. Deste modo, é muito importante no metabolismo energético e na resposta ao estresse. A dose total pode variar entre 1.000 e 5.000 mg diários. Apesar de ser o mais importante dos três, deve ser utilizado sempre em associação com a isoleucina e a valina.

Levedura de Cerveja
Ou levedo de cerveja. Utilizado principalmente para reduzir a resistência insulínica. Rico em cromo. Quando utilizado como complemento nutricional, as doses variam entre 100 e 1.000 mg diários.

Lipese
Nome cormercial do Mazindol produzido pelo Laboratótio União Química. Caixas com versão AP 30 comp. Ver Mazindol.

Lipomax AP
Não mais disponível no mercado, era o nome comercial do Femproporex produzido pelo laboratório Makros. Apresentava-se em caixas com 12 comprimidos contendo 25 mg. Ver Femproporex.

Lipotrópico
Substância que pode ser utilizada para evitar o acúmulo de gordura no fígado e deste modo auxiliar a remoção de restos metabólicos e toxinas. Essas ações parecem ser mais importantes nos obesos, porém não há evidências de que possua um papel no emagrecimento, seja favorecendo um aumento de massa muscular, seja participando do controle do apetite. Os mais usados são a metionina, a colina e o inositol. Ver metionina, colina e inositol.

Lisina
Aminoácido que, junto com prolina e hidroxiprolina, participa da síntese de colágeno, uma proteína muito importante para dar sustentação aos tecidos. Por este motivo, tem sido utilizada no tratamento da flacidez. Abundante no tecido muscular. As doses podem variar entre 400 e 800 mg diários. Também tem sido muito utilizado no tratamento do herpes.

Lorazepam - Ansiolítico
Utilizado com o objetivo de anular alguns dos efeitos colaterais excitatórios dos inibidores do apetite. A dose costuma variar entre 1 e 6 mg diários, divididos geralmente em 2 tomadas.

Mazindol
Medicamento inibidor do apetite que atua através de vias catecolaminérgicas e apresenta comportamento clínico semelhante ao de outras drogas anorexígenas. Tem estrutura química bastante diferente dos derivados da anfetamina. As doses variam de 1 e 4mg diários, em 1 ou 2 tomadas diárias. Já existem estudos confirmando sua ação no tratamento da obesidade. No Brasil, é comercializado como Absten S, Dasten, Fagolipo e Moderine.

Medazepam
Ansiolítico. Utilizado com o objetivo de anular alguns dos efeitos colaterais excitatórios dos inibidores do apetite. A dose costuma variar entre 5 e 40 mg diários.

Melatonina
Principal hormônio produzido pela glândula pineal. Está envolvido com a regulação do sono e dos ritmos endócrinos que controlam as secreções hormonais. Já existem estudos mostrando que a melatonina pode estimular o Hormônio do Crescimento (GH). Não existem evidências de seu uso no tratamento da obesidade, entretanto é cada vez maior o seu uso se receita médica. Quando utilizada por longos períodos, pode interferir com a função gonadal e levar a infertilidade. As doses usualmente variam entre 2,5 e 20mg diários, tomados à noite.

Metformina
Medicamento muito utilizado no tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2, promove a diminuição da glicemia através da diminuição da produção hepática de glicose e da melhora da resistência insulínica. Já foi comprovada a perda de peso relacionada ao seu uso. As doses podem variar de 500 a 2500mg. Está disponível no mercado com os nomes comerciais de Glifage, Dimefor e Glucoformin. Ver Glifage, Dimefor e Glucoformin.

Metionina
Substância que pode ser utilizada para evitar o acúmulo de gordura no fígado e deste modo auxiliar a remoção de restos metabólicos e toxinas. Essas ações parecem ser mais importantes nos obesos. Os mais usados são a metionina, a colina e o inosito. Não há evidências de que possua um papel no emagrecimento, seja favorecendo um aumento de massa muscular, seja participando do controle do apetite.As doses utilizadas variam entre 1000 e 1500 mg diários.

Metoclopramida
Medicamento utilizado como antiemético (contra náuseas e vômitos) em doses que variam entre 5 e 30 mg diários.

Minifage AP
Retirado do mercado em 1997, devido aos efeitos colaterais. Era o nome comercial da DL-fenfluramina comercializada pelo Laboratório Servier. Cada drágea continha 60 mg. Ver Fenfluramina.

Nortec
Nome comercial da Fluoxetina comercializada pelo Laboratório Ativus. Apresentado em caixas contendo 14 ou 28 cápsulas com 20 mg. Ver Fluoxetina.

Olestra
Gordura artificial não absorvida pelo tubo digestivo que poderá ser de grande utilidade no combate à obesidade e outras doenças metabólicas.

Orlistat
Medicamento que atua em intestino delgado bloqueando a ação de uma enzima chamada lipase lipoprotêica e com isso diminui em até 30% a absorção de gordura da alimentação. Comercializado com o nome de Xenical pelo laboratório Roche.

Oxazepam
Ansiolítico. Utilizado com o objetivo de anular alguns dos efeitos colaterais excitatórios dos inibidores do apetite. A dose costuma variar entre 5 e 30 mg diários, divididos geralmente em 2 tomadas, já que permanece pouco tempo na corrente sangüínea.

PABA
Ácido para-aminobenzóico. Vitamina que participa da formação do ácido fólico. Utilizado em doses que variam entre 200 e 1.000 mg diários.

Porangaba
Fitoterápico que vem sendo largamente utilizada no tratamento da obesidade. Por possuir propriedades diuréticas leves (perda de água pela urina), ela leva a uma perda de peso. Porém a pessoa perderá água e não gordura. Não existem estudos científicos que comprovem sua eficácia ou descrevam seus efeitos colaterais. O Consenso Brasileiro de Obesidade não indica a Porangaba para a utilização no tratamento da obesidade.

Prolina
Aminoácido a partir do qual é sintetizada a hidroxiprolina. Participa, junto com prolina, da síntese de colágeno, uma proteína muito importante para dar sustentação aos tecidos. Por este motivo, tem sido utilizada no tratamento da flacidez. Além disso, têm sido utilizados como estimulantes do desempenho intelectual. Não há evidências de que possua um papel no emagrecimento, seja favorecendo um aumento de massa muscular, seja participando do controle do apetite.

Prozac
Nome comercial da fluoxetina comercializada pelo laboratório Eli Lilly. Apresentado em caixas com 7, 14 ou 28 cápsulas contendo 20 mg. Também é disponível sob a forma líquida. Ver Fluoxetina.

Quelado
O nome correto seria Quelato. É um complexo formado pela ligação de 2 ou mais partes de uma molécula ligante (por exemplo, um aminoácido) com um átomo de um metal. Os quelados têm sido muito utilizados em terapias ortomoleculares, para facilitar a absorção de metais receitados por via oral. Exemplo: selênio quelado.

Quercetina
Substância utilizada em terapias ortomoleculares como anti-inflamatório e anti-alérgico, em doses que variam entre 500 e 1.500 mg diários.

Reductil
Sibutramina produzida pelo laboratório Knoll. Tem eficácia comprovada no tratamento da obesidade. Caixas com 30 comprimidos de 10 e 15 mg. Ver Sibutramina.

Redux
Nome comercial da dexfenfluramina lançada no mercado americano em 1996 pelo Laboratório Wyeth-Ayerst. Retirada do mercado em 1997 devido aos graves efeitos colaterais apresentados. Ver Fenfluramina.

Sacarina
Adoçante artificial 550 vezes mais doce que o açúcar. Descoberta nos Estados Unidos em 1879, apresenta teor calórico praticamente nulo.

Selênio
Mineral muito utilizado como antioxidante, sob a forma quelada, em doses que variam entre 50 e 200 microgramas diários. Ver Antioxidante e Quelado.

Sene
Um laxativo leve, normalmente utilizado em doses entre 100 e 500 mg diários.

Serina
Aminoácido derivado da glicina que pode ser útil no alívio da dor. Sem evidências que possam apontar seu uso no emagrecimento. As doses usualmente empregadas costumam variar entre 200 e 2.000mg.

Serotonina
Neurotransmissor de importância fundamental no controle do comportamento alimentar. A deficiência de serotonina está implicada na origem de diversas patologias, como a bulimia nervosa, as compulsões alimentares, ansiedade, depressão, síndrome pré-menstrual e outros transtornos psiquiátricos. Drogas como a sibutramina, sertralina e fluoxetina atuam estimulando a serotonina e, portanto, regulam a ingesta alimentar. Ver Serotoninérgico.

Serotoninérgico
Diz-se do medicamento que age primordialmente através das vias serotoninérgicas cerebrais. As principais drogas serotoninérgicas atualmente disponíveis para o tratamento da obesidade e dos transtornos do comportamento alimentar são a fluoxetina, a sertralina e a sibutramina.

Sertralina
Droga serotoninérgica usada no tratamento da depressão. Pode ser utilizada para o tratamento da obesidade nos casos de transtorno alimentar do tipo compulsivo ou quando há depressão associada. Produzida pelo laboratório Pfizer com o nome de Zoloft. Ver Zoloft.

Sibutramina
Medicamento disponível a pouco tempo no Brasil, inúmeros estudos já demonstraram sua eficácia no tratamento da obesidade. Tem ação tanto na regulação do apetite (serotoninérgica) como na regulação do gasto energético (noradrenérgica). Já existem estudos em andamento sobre sua ação em pacientes com transtorno alimentar do tipo comer compulsivo. Produzida pelos laboratórios Medley (Plenty) e Knoll (Reductil). Disponível em caixas com 30 comprimidos de 10 e 15 mg.

Simeticone
Substância utilizada como antiflatulento (para facilitar a eliminação de gases), em doses que variam entre 40 e 200 mg diários.

Spirulina
Fitoterápico derivado de algas de água doce com elevado teor protéico, utilizada para induzir a sensação de saciedade, em doses que variam entre 1.000 e 3.000 mg diários.

Stevia
Adoçante de baixo valor calórico, muito utilizado no Brasil.

Taurina
Aminoácido derivado da cisteína, parece Ter efeito estimulante sobre a musculatura cardíaca. Atua também inibindo a liberação de alguns neurotransmissores em cérebro. As doses podem variar de 1000 a 7000 mg diários. Não existem trabalhos mostrando qualquer ação na perda de peso.

Termogênico
Medicamento com eficácia comprovada no tratamento da obesidade, age através do aumento do gasto energético d o organismo, além de proporcionar uma discreta diminuição no apetite. Atua geralmente por vias noradrenérgicas, causando em alguns pacientes taquicardia, hipertensão, insônia e tremores. Ver Efedrina, cafeína, Fenilpropanolamina e Noradrenérgico.

Tiratricol
Derivado sintético dos hormônios tireoidianos, tenta manter alguns efeitos destes hormônios, principalmente a queima de gordura, com um pequeno índice de efeitos colaterais. Entretanto, possui uma ação discreta e seu uso pode levar a alterações no eixo hipotálamo-hipófise-tiroideano. As doses variam entre 700 e 1400 microgramas diários, fracionados em 2 tomadas. Ver Triac.

Tiroidin - Extrato de tiróide
Atualmente não tem utilidade terapêutica, já que podemos dispor da forma purificada dos hormônios, que nos permite uma resposta mais previsível do tratamento. Utilizado em doses que variam entre 15 e 120 mg diários.

Tirosina
Aminoácido de grande importância na obesidade, já que é precursor de neurotransmissores como a dopamina, adrenalina e noradrenalina, alguns dos responsáveis pela regulação do apetite. As doses variam de 500 a 12.000mg.

Tiroxina
Também chamado de T4, é o principal hormônio sintetizado pela tiróide. Já na circulação é convertido em T3 (Triiodotironina), a forma ativa. O uso terapêutico da Tiroxina deve ser restrito a alguns casos de doença tiroideana. Ver Triiodotironina.

Treonina
Aminoácido precursor da glicina, serina e glicose. Há evidências de desempenhar um papel importante no sistema imune. Já utilizado no tratamento de alguns casos de depressão. Não existem estudos que justifique seu uso no tratamento da obesidade. Dose usual de 2000md ao dia.

Triac
Nome comercial do tiratricol do Laboratório Aché. Apresentado em blíster de 100 comprimidos com 350 microgramas cada. Ver Tiratricol.

Triiodotironina
Mais conhecido como T3, é o resultado na conversão periférica de T4 (Tiroxina). Muito utilizado em fórmulas para emagrecer, seu uso em excesso leva ao hipertireoidismo factício. Há uma perda importante de peso, porém devido a perda de massa muscular. Além disso, pode causar agitação, taquicardia, insônia, tremores e irritabilidade.Há relato de casos de óbito pelo uso de doses excessivas deste hormônio em fórmulas de emagrecimento. As doses empregadas não deveriam ultrapassar os 50 microgramas. Ver Tiroxina

Triptofano
Aminoácido precursor da serotonina, que é um dos neurotransmissores cerebrais responsáveis pelo controle da ingestão de alimentos. (Ver Serotonina). Usado em doses que costumam variar entre 1.000 e 3.000 mg diários.

Valina
Aminoácido que, junto com a isoleucina e leucina, pode ser utilizado para estimular a síntese de proteína muscular. Deste modo, é muito importante no metabolismo energético e na resposta ao estresse. A dose total pode variar entre 1.000 e 5.000 mg diários.

Vasopressina
Hormônio produzido pela hipófise, com ação anti-diurética. Foi descoberto que pacientes com bulimia nervosa apresentam níveis elevados deste hormônio. Acredita-se que possa estar relacionado com o controle do comportamento alimentar.

Xenical
Nome comercial do Orlistat produzido pelo laboratório Roche. Atua inibindo a absorção de lipídios no intestino. Ver Orlistat.

Xipamida
Medicamento diurético utilizado em doses que variam entre 20 e 80 mg diários.

Zedoária
Fitoterápico utilizado para combater a hiperacidez do estômago, em doses que variam entre 150 e 400 mg diários.

Zinco
Mineral que pode estar deficiente em pacientes diabéticos, por dificuldades na absorção. Utilizado sob a forma quelada entre 20 e 60 mg diários.

Zoloft
Nome comercial da Sertralina comercializada pelo Laboratório Pfizer. Apresentado em cartuchos com 10 ou 20 comprimidos, contendo 50, 100 ou 200 mg cada. Ver Sertralina.

  
 
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